Hoje vou falar de um dos meus álbuns preferidos e no qual ando bastante "viciada", ultimamente. Esse álbum é o The Madcap Laughs, do Syd Barrett.
Comecemos pelo artista: Roger Keith Barrett, mais conhecido por Syd Barrett nasceu a 6 de janeiro de 1946, em Cambridge.
Famoso por ser o fundador dos Pink Floyd, gravou apenas dois discos com a banda, da qual saiu devido aos seus problemas, maioritariamente relacionados com a droga.
Enquanto artista a solo, gravou três álbuns, dos quais destaco o The Madcap Laughs, uma verdadeira obra-prima. Este foi editado em janeiro de 1970 e produzido por artistas como Roger Waters, David Gilmour e Malcom Jones.
The Madcap Laughs pode ser considerado o resultado do trabalho de um homem que se estava a destruir lentamente. Barrett sempre foi conhecido por ter uma "relação privilegiada" com substancias ilícitas, maioritariamente LSD, e pelo seu estado de saúde (era esquizofrénico). Com estes problemas mentais (ou, talvez, devido a eles) criou este magnífico álbum que, nos dias de hoje, ainda continua a apaixonar muitos ouvintes.
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| Syd Barret com os Pink Floyd |
Durante todo o álbum podemos analisar a genialidade do rock psicadélico e, principalmente, das letras escritas pelo fundador dos Pink Floyd. Nelas podemos encontrar uma série de metáforas sobre a vida pessoal do artista ou sobre a participação na banda de Wish You Were Here.
Logo na primeira faixa - Terrapin - ficamos hipnotizados pelo som simples da guitarra e pelo ritmo repetitivo, porém belo, da música.
Here I Go é, provavelmente, a minha música preferida do álbum. Com o seu ritmo, tanto acelerado como lento, consegue transformar-se numa melodia frenética. Quanto à mensagem que transmite, há quem acredite que fale dos Pink Floyd e da maneira como estes o abandonaram.
O primeiro e único single lançado pelo artista foi Octopus, música onde se notam as inúmeras influências dos Pink Floyd nos seus primeiros anos de existência.
Dark Globe é, a par de Golden Hair, uma das canções mais sombrias do disco. Nela, Barrett mostra como o seu estado mental o consome a cada dia que passa, tornando-se, talvez, a música mais pessoal do álbum.
Syd Barrett esteve ativo sete anos, durante os quais teve uma curta, porém fantástica carreira a solo. Acredita-se que deixou de escrever pouco depois de ter deixado os Pink Floyd. A sua deterioração mental agravou-se devido ao uso de drogas. Barrett foi uma figura incontornável do mundo da música, a quem não foi dada a importância merecida. Foi um dos pioneiros do rock psicadélico, space rock e psych folk. Milhões de fãs choraram a sua morte no dia 7 de julho de 2006, devido a problemas relacionados com a diabetes.


