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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Os 10 melhores álbuns de 2014


1. MAC DEMARCO - SALAD DAYS
   O talento de Mac DeMarco já se sentia em 2, o seu primeiro álbum de estúdio. Dois anos depois, as suspeitas confirmavam-se em Salad Days. No novo disco, o rapaz canadiano leva-nos numa viagem pelo psicadelismo, com um toque de "jizz jazz" (nome que dá ao seu estilo musical). 
   A partir do seu apartamento em Brooklyn e com uma "guitarra de 30 dólares", nascem os seus riffs dançantes e tão característicos. As músicas românticas assumem um papel importante neste álbum e mostram o crescimento de DeMarco na escrita das suas letras, como acontece em Let My Baby Stay ou Let Her Go.
   Mas o que torna o músico tão especial? Quem ouve o disco sem conhecer a personalidade do artista espera encontrar um rapaz tranquilo, que canta sobre relações amorosas e cigarros. Mas acontece precisamente o contrário. Mac DeMarco é um miúdo (tem apenas 24 anos) divertido, com uma excentricidade de certa forma simples (quem já o viu a atuar sabe do que falo), que nunca para de surpreender.














2. THE WAR ON DRUGS - LOST IN THE DREAM
   Quando a namorada de Adam Granduciel pôs fim à relação que mantinha com o vocalista dos War On Drugs, este decidiu fechar-se em casa e concentrar-se a 100% no seu terceiro álbum. Devido a estas circunstâncias, a banda de Filadélfia apresenta-nos um álbum de certa forma sombrio, onde se canta sobre temas como o pânico, perdas e corações partidos. 
   É um disco mais extenso em termos de qualidade musical do que os seus antecessores. Em Lost In The Dream ouvimos pianos com um som melancólico, guitarras acústicas e sintetizadores e que recolhe influências de artistas como Bruce Springsteen, Tom Petty e Bob Dylan.














3. TEMPLES - SUN STRUCTURES
   O psicadelismo voltou, renovado. É isto que nos vem à cabeça quando escutamos o álbum de estreia da banda da pequena cidade de Kettering, no Reino Unido.
   Não precisamos de nos esforçar muito para reconhecer as influências presentes neste disco: os Pink Floyd na era Syd Barrett e os Beatles, nos seus últimos anos. Se os encaixarmos nos últimos anos, podemos afirmar que os Temples são a versão britânica dos Tame Impala (ou até dos portugueses Capitão Fausto).
   Uma coisa é certa, se Sun Structures tivesse sido lançado nos anos 60, ninguém teria estranhado.

4. Sun Kil Moon - Benji

5. Jack White - Lazaretto

6. Angel Olsen - Burn Your Fire For No Witness

7. Perfume Genius - Too Bright

8. Ty Segall - Manipulator

9. Future Islands - Singles

10. Foo Fighters - Sonic Highways

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O regresso dos Libertines


   Dez anos depois do lançamento de The Libertines, a banda de Peter Doherty e Carl Barât prepara-se para editar o seu terceiro álbum.
   O disco chega em 2015, depois de uma longa história de altos e baixos da banda britânica. Formada em 1997, pelos dois atuais vocalistas, rapidamente ganhou uma imensidão de fãs, sobretudo em Inglaterra. Porém, só em 2002 gravaram o primeiro disco, Up The Bracket, e, em 2004, o seu sucessor. Durante o período de preparação do disco, o consumo de drogas por parte de Pete Doherty aumentou, o que conduziu ao fim da banda. Ainda assim, os quatro elementos juntaram-se para uma reunião no festival Reading and Leeds, em 2010.
   No verão de 2014, depois de alguns concertos pela Europa (um deles em Portugal), Carl Bârat anunciou o regresso dos Libertines e a possibilidade de lançamento de um novo álbum.
   A banda inglesa juntou-se esta semana na Tailândia (onde está Doherty a cumprir um programa de reabilitação) com o objetivo de começar a trabalhar as novas músicas de um disco que os fãs aguardam ansiosamente há mais de uma década.

sábado, 29 de novembro de 2014

13 anos sem Harrison


   No dia 29 de novembro de 2001, perdeu-se uma das figuras mais importantes do mundo da música. George Harrison, guitarrista dos Beatles, emprestou também a sua voz a algumas músicas da banda, como Here Comes The Sun ou Something.
    Para além dos Beatles, teve um grande sucesso na sua carreira a solo e com os Traveling Wilburys.
    Morreu há treze anos, devido a um cancro do pulmão.
  Harrison será eternamente lembrado como um dos melhores guitarristas de sempre, numa das maiores bandas de sempre.

"With our love, we could save the world"
George Harrison com Ringo Starr e Paul McCartney

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A despedida dos Pink Floyd


     No passado dia dez de novembro foi editado o novo (e último) disco dos Pink Floyd. O anúncio do lançamento do décimo quinto trabalho da banda britânica surpreendeu os fãs, numa altura em que (quase) ninguém acreditava num sucessor do The Division Bell.
     Em forma de homenagem a Richard Wright, teclista e co-fundador da banda, falecido em 2008, David Gilmour e Nick Manson juntaram-se e editaram The Endless River.
     O disco não é mais do que uma coleção de sobras das composições feitas em The Division Bell. Sobras essas que se percebe facilmente porque ficaram de fora, em 1994.
     Quem ouve o álbum, nota que é um trabalho muito inferior àquilo a que os Pink Floyd nos habituaram. 
     As três primeiras faixas soam a qualquer coisa já ouvida anteriormente, são pouco originais e muito monótonas. Na minha opinião, o momento mais alto do disco passa-se na sequência Allons-y (1), Autumn'68 (homenagem a Summer '68) e Allons-y (2). Em Louder Than Words, a única faixa cantada no álbum, encontramos pequenas semelhanças com Hey You.
     Em Portugal, foi um disco bem recebido, uma vez que, logo na primeira semana se venderam mais de 5 mil exemplares, conseguindo o primeiro lugar na tabela de vendas.
     The Endless River é uma carta de despedida dispensável mas que consegue ser recompensadora quando se volta a ver os Pink Floyd no topo, vinte anos depois. É um trabalho mediano de uma banda que, durante toda a carreira, nos habituou a discos de elevadíssimo nível. 
     
     

domingo, 2 de novembro de 2014

sábado, 1 de novembro de 2014

A estranha loucura de Syd Barrett


     Hoje vou falar de um dos meus álbuns preferidos e no qual ando bastante "viciada", ultimamente. Esse álbum é o The Madcap Laughs, do Syd Barrett.
     Comecemos pelo artista: Roger Keith Barrett, mais conhecido por Syd Barrett nasceu a 6 de janeiro de 1946, em Cambridge.
     Famoso por ser o fundador dos Pink Floyd, gravou apenas dois discos com a banda, da qual saiu devido aos seus problemas, maioritariamente relacionados com a droga.
     Enquanto artista a solo, gravou três álbuns, dos quais destaco o The Madcap Laughs, uma verdadeira obra-prima. Este foi editado em janeiro de 1970 e produzido por artistas como Roger Waters, David Gilmour e Malcom Jones.
     The Madcap Laughs pode ser considerado o resultado do trabalho de um homem que se estava a destruir lentamente. Barrett sempre foi conhecido por ter uma "relação privilegiada" com substancias ilícitas, maioritariamente LSD, e pelo seu estado de saúde (era esquizofrénico). Com estes problemas mentais (ou, talvez, devido a eles) criou este magnífico álbum que, nos dias de hoje, ainda continua a apaixonar muitos ouvintes.

Syd Barret com os Pink Floyd
     Durante todo o álbum podemos analisar a genialidade do rock psicadélico e, principalmente, das letras escritas pelo fundador dos Pink Floyd. Nelas podemos encontrar uma série de metáforas sobre a vida pessoal do artista ou sobre a participação na banda de Wish You Were Here.
     Logo na primeira faixa - Terrapin - ficamos hipnotizados pelo som simples da guitarra e pelo ritmo repetitivo, porém belo, da música.
      Here I Go é, provavelmente, a minha música preferida do álbum. Com o seu ritmo, tanto acelerado como lento, consegue transformar-se numa melodia frenética. Quanto à mensagem que transmite, há quem acredite que fale dos Pink Floyd e da maneira como estes o abandonaram.
     O primeiro e único single lançado pelo artista foi Octopus, música onde se notam as inúmeras influências dos Pink Floyd nos seus primeiros anos de existência.
     Dark Globe é, a par de Golden Hair, uma das canções mais sombrias do disco. Nela, Barrett mostra como o seu estado mental o consome a cada dia que passa, tornando-se, talvez, a música mais pessoal do álbum.


     Syd Barrett esteve ativo sete anos, durante os quais teve uma curta, porém fantástica carreira a solo. Acredita-se que deixou de escrever pouco depois de ter deixado os Pink Floyd. A sua deterioração mental agravou-se devido ao uso de drogas. Barrett foi uma figura incontornável do mundo da música, a quem não foi dada a importância merecida. Foi um dos pioneiros do rock psicadélico, space rock e psych folk. Milhões de fãs choraram a sua morte no dia 7 de julho de 2006, devido a problemas relacionados com a diabetes.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Uma surpresa chamada Seasick Steve


     Uma das melhores partes de ir a festivais é descobrir novos artistas e, como tal, venho falar de uma das melhores surpresas da edição deste ano do Paredes de Coura.
     Steven Gene Wold, mais conhecido por Seasick Steve, veio do Mississippi até à vila minhota para nos fazer ouvir o seu blues energético e alegre. O músico de 73 anos andou pelo campismo, onde tocou de livre vontade para os festivaleiros, protagonizou uma das sessões do Vodafone Music Sessions e, obviamente, subiu ao palco principal do recinto para encantar os espectadores.
     Mas qual é a história por detrás deste artista norte-americano? Seasick Steve fez questão de a contar em Dog House Boogie, um dos últimos temas a ser interpretado. O músico explica que os seus pais se separaram quando este tinha apenas quatro anos e, três anos depois, a sua mãe voltou a casar com um homem que o tratava mal. Aos catorze anos, saiu de casa e andou sozinho durante mais de uma década. Passou fome, frio e chegou até a ser preso. Questionou-se também sobre o que poderia fazer da sua vida, visto que a sua educação foi quase inexistente. Era nesses momentos que pegava numa guitarra e fazia o que melhor sabia fazer. Chegou a tocar em Paris, no metro, para ganhar algum dinheiro.
     O seu talento demorou a ser reconhecido, pois apenas em 2004, gravou o seu primeiro álbum. Hoje, conta já com sete discos, vários prémios e participações em alguns dos melhores festivais do mundo.
     Quanto a Paredes de Coura, Seasick mostrou-se admirado com a quantidade de público que assistia ao seu concerto. Afirmou que não sabia que o conheciam por cá. Depois de vários elogios às mulheres portuguesas, aproveitou também para dizer que aquele era "o festival mais bonito" onde tocou.

Seasick Steve com uma das suas famosas guitarras

     Outra característica caricata da sua música são os instrumentos com que toca. A partir de objetos que a maioria das pessoas classificaria como "lixo", alguns com cordas em falta, o músico consegue obter um som diferente que o caracteriza.
     Seasick Steve pode ter demorado a alcançar o sucesso, mas conseguiu-o e a verdade é que hoje corre o mundo à procura de mostrar a sua música às pessoas e ainda consegue ensinar uma grande lição de vida.